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Dec 9, 2019, 8:11:00 PM

Guia do Mundial de Clubes 2019 - A História da Competição

No dia 11 de dezembro, começa a 16º edição do Mundial de Clubes 2019, no Catar, e a Sportsbet.io preparou um guia especial, com a história do torneio, suas curiosidades e um pouco sobre cada participantes.

Está chegando a hora e o coração dos torcedores Rubro-Negros está acelerado, esperando a estreia do clube e sonhando com uma possível final contra o Liverpool, mas ainda tem uma semifinal no caminho.


Nesta penúltima edição neste formato, que será disputada no Catar, sede da próxima Copa do Mundo em 2022, sete clubes sonham em fazer história no dia 21 de dezembro.

O Mundial de Clubes da FIFA teve sua primeira edição em 2000, disputada no Brasil, nas cidades do Rio de Janeiro e São Paulo, terminando com o título do Corinthians, representante do país-sede, em final contra o Vasco, campeão da Libertadores 1998,  no Maracanã.

Com a organização do torneio, a FIFA buscava diminuir a importância da Taça Intercontinental, que reuniu desde 1960, o campeão da Champions League frente ao Campeão da Libertadores da América, colocando as maiores escolas do futebol mundial frente a frente durante o final do ano.

Foram dois formatos, o primeiro em jogos de ida e volta, foi disputado até 1979, quando uma parceria com a Federação Japonesa levou a decisão para um jogo único em Tóquio, no Japão, e foi uma das épocas icônicas e de grandes duelos entre europeus e sul-americanos.

O Flamengo conquistou o título sob o comando de Zico contra o Liverpool, curiosamente uma final que pode acontecer em 2019, vencendo por impiedosos 3x0, mas disputa pela primeira vez o Mundial com a chancela FIFA.

Para conhecer um pouco mais sobre o torneio, vamos saber sobre sua história e suas 15 edições.

Este formato do Mundial está com seus dias contados, tem até a próxima temporada, 2020, quando será substituído por um formato de quatro anos, igual a Copa do Mundo, substituindo a Copa das Confederações e tem sua estreia marcada para 2021, na China.

Incomodada pelo sucesso do Torneio Intercontinental e querendo aumentar seu faturamento, a FIFA decidiu no final dos anos 90 pela realização de um Mundial de Clubes, que seria disputado anualmente.


Diante de um Lobby do Brasil, que tinha bom trânsito com a entidade, o país conseguiu ser a sede do primeiro torneio, que seria disputado em Janeiro de 2000, com oito equipes.

O primeiro Mundial de Clubes

Até hoje a primeira edição do torneio tem muitos questionamentos pelas escolhas dos participantes feito pelas Federações e pela FIFA, sobretudo pelo Palmeiras, campeão da Copa Libertadores 1999, ter ficado de fora.

Para escolha dos participantes, a FIFA decidiu que as seis confederações poderiam indicar um time, enquanto o país-sede teria direito a uma vaga e a outra foi para o Real Madrid, então campeão da Taça Intercontinental em 1998, mostrando a força que o torneio tinha na época como Mundial.


O formato de disputa foi simples, com dois grupos de quatro times e os vencedores de cada disputariam a final.

Em São Paulo, o Corinthians deixou o Real Madrid para trás e enfrentou o Vasco na decisão, que derrubou o Manchester United, que sequer foi para disputa do terceiro lugar.

O Necaxa do México foi a surpresa e derrotou o Real Madrid e ficou com a medalha de bronze, no jogo preliminar da final entre Vasco e Corinthians, no Maracanã.


Após empate por 0x0 no tempo normal e prorrogação, o Alvinegro se tornou o primeiro campeão mundial ao vencer a disputa nos pênaltis.

Cancelamento e Hiato


A segunda edição seria disputada na Espanha, no meio de 2001, com o Palmeiras sendo o representante brasileiro, mas a falência da ISL, principal patrocinadora da competição, fez o torneio ser adiado para 2003 e logo após cancelado.

O formato seria diferente nesta temporada, com 12 clubes e três grupos com quatro times. Com isso, o Mundial Interclubes seguiu como principal competição mundial por mais quatro temporadas.

O retorno e domínio brasileiro nas primeiras edições (2005 e 2006)

Com acordo para retornar a disputa em 2005, o campeonato substituiu totalmente a Taça Intercontinental, sendo disputada em dezembro.

Em 2005, o São Paulo venceu o torneio ao bater o Liverpool, gol de Mineiro, e em 2006 o Internacional bateu o poderoso Barcelona, de Ronaldinho Gaúcho, com gol de Adriano Gabiru. O Brasil completava um tricampeonato após duas vitórias por 1x0 de seus representantes contra os campeões europeus, mas seria o início de um jejum de taças para os sul-americanos.

Primeiro domínio europeu e final inédita entre continentes (2007 - 2011)

A Europa dominou a competição na segunda metade da primeira década do século, com cinco títulos seguidos.

Em 2007, o Milan derrotou o Boca Juniors, 2008 foi a vez do Manchester United vencer a LDU e em 2009 o Barcelona venceu o Estudiantes, em um dos jogos mais dramáticos da história da competição, com empate espanhol no fim do jogo e gol na prorrogação.

O Brasil retornou a disputa em 2010, representando pelo Internacional, mas protagonizou a primeira grande zebra do Mundial de Clubes.

Nas semifinais, o Colorado enfrentou o Mazembe, da República Democrática do Congo, que venceu por 2x0 e causou grande surpresa. Mas na final, o time africano foi derrotado com tranquilidade pela Internazionale de Milão, Itália, que venceu por 3x0.


O Santos foi o outro brasileiro desse período, disputando a final contra o Barcelona, em um jogo que foi usado para reflexão do futebol do país, pois a equipe de Neymar e Ganso foi goleada por 4x0 por um inspirado Barcelona de Pep Guardiola, com show de Xavi, Iniesta, Fábregas e Lionel Messi.

Uma exceção na regra europeia (2012)


Em 2012, o Corinthians, de Tite, venceu o Chelsea, uma das últimas grandes zebras da Champions League, por 1 x 0, gol do peruano Paolo Guerrero.

A equipe alvinegra foi a última campeão fora da Europa, e a única no período entre 2007 e 2018. O jogo foi marcado por grande atuação do goleiro Cássio, que repetiu Rogério Ceni em 2005, pelo São Paulo, e evitou todas possibilidades de gol dos europeus.

Sul-Americanos em queda e finais com campeão previsível (2013 - 2018)


Os europeus determinaram um patamar alto para as outras equipes e os sul-americanos tem sido cada vez mais atrapalhados pelos times de outro continente.

Em 2013, o Atlético Mineiro chegou ao Marrocos e caiu nas semifinais para o Raja Casablanca, representante do país-sede, por 3x1, acabando apenas na terceira colocação e o Bayern de Munique levou o título.

San Lorenzo e River Plate foram finalistas nas temporadas seguintes, mas não conseguiram criar dificuldades para Real Madrid e Barcelona.

Em 2016, o Real Madrid mostrou sua força, iniciando a conquista do tricampeonato, vencendo o Kashima Antlers em uma final polêmica. Representante do país-sede, o torneio foi disputado no Japão, o Kashima fez 3x0 no Atlético Nacional, da Colômbia, e foi para final.

A equipe deu muito trabalho ao Real, mas uma jogada em que Sérgio Ramos poderia ter sido expulso gera reclamações até hoje, no momento que a partida estava empatada em 2 x 2. Os merengues seguiram para prorrogação e venceram em grande noite de Cristiano Ronaldo, por 4x2.

Em 2017, o Real Madrid derrotou o Grêmio por 1x0, com gol de Cristiano Ronaldo de falta, em um jogo morno. Nas semifinais, os espanhóis sofreram com Al-Jazira, dos Emirados Árabes, representante do país-sede, que abriu o placar com o brasileiro Romarinho e teve oportunidade de ampliar a vantagem, mas perdeu por 2x1.

Na última edição, em mais um título do Real Madrid, a zebra foi o Al-Ain, também dos Emirados Árabes, país-sede, que eliminou o River Plate, da Argentina, nos pênaltis.

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Imagens: AP
Texto: Fernando Pereira